No final de outubro de 2006 acabamos voltando por uma semana ao acampamento Terra Prometida de Felisburgo.

Encontramos outra vez muito dos amigos que tínhamos conhecido na ocasião da primeira visita no Natal de 2005, alguns tinham ido embora, por isso, tinha se reduzido o número de famílias.
Reencontramos a Eni, que è a líder do acampamento, o marido dela José Maria e as filhas deles

E o sobrinho Lenine crescido e bem alimentado.

Vimos de novo Jorge, o outro líder que eles queriam matar durante o massacre de 2004 e a mulher dele Clelia

No terreno em volta da escola o Jorge e os outros camponeses fizeram uma horta para a cozinha da escola ( e algumas plantas medicinais )

Na escola as crianças estudam e fazem desenhos muito bonitos e proféticos!


Fizemos algumas lições de fitoterapia com demonstrações práticas incluindo a preparação da tintura de própolis, em vista do início das atividades de apicultura, que resolvemos ajudar.

A mesma vida cansativa, sem luz, água corrente, tratores.
As mulheres no lavatório

e as crianças orgulhosas de serem Sem Terra.

Algumas dificuldades a mais quando começa o temporal e começa a destelhar os casebres,

Mas a solidariedade providencia ... a ajustar os prejuízos.

Só na última noite antes da nossa partida, no início da festa – surpresa organizada pelo nosso aniversário de casamento,

se desencadeou uma tensão coletiva e começaram a falar das novas ameaças, um falatório total de uma nova chacina programada pelos assassinos, que ainda não se acontentaram.
Paolo, o irmão de Eni coordena a discussão bem animada e juntos se empenham para encontrar algumas soluções para enfrentar a situação

Depois de uma hora de discussão a festa recomeça e se dança até tarde.
No dia seguinte nos contam toda a gravidade da situação ( veja relação específica da situação do acampamento ).
Chiara De Poli e Antonio Lupo